O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, afirmou em entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, que a destilação de modelos de inteligência artificial representa uma forma de competição. A declaração diverge do posicionamento da Casa Branca e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que definiram a prática como roubo ("theft"). A técnica consiste em utilizar os resultados e o processamento de um modelo de grande porte para treinar um modelo menor.21

Huang comparou a destilação ao que já ocorre com os componentes de hardware desenvolvidos pela própria NVIDIA, que são rotineiramente desmontados por concorrentes para o aprendizado de seu funcionamento por engenharia reversa.2

“Na verdade, eu preferiria que não fizessem isso. Preferiria mesmo que ninguém aprendesse com o nosso produto, para que pudéssemos continuar a implementá-lo sem problemas. Mas, honestamente, a concorrência torna tudo melhor”Jensen Huang2

O executivo também recomendou que as empresas descontentes com o uso de seus sistemas de inteligência artificial para fins de destilação adotem medidas diretas, identificando seus clientes na plataforma para interromper o fornecimento do serviço.2

A discussão coincide com denúncias sobre transferências não autorizadas de dados. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA apontou que companhias chinesas de IA executam campanhas de extração de conhecimento em escala industrial que infringem termos de uso corporativos norte-americanos. Em paralelo, a desenvolvedora Anthropic afirmou ter detectado práticas de extração ilegal de dados envolvendo a DeepSeek e a Alibaba, criadora dos modelos Qwen, acusação que é negada pela China.2